"Foi para culpar a Rússia desde o início": Malásia rebate investigação do MH17

Local da queda do MH17 [© REUTERS/Sergei Karpukhin]

A Malásia está "descontente" com as conclusões do inquérito liderado pelos holandeses sobre o acidente do MH17, que apontou a Rússia antes mesmo do início da investigação, disse o primeiro-ministro do país, observando que houve mais política do que apuração de fatos.

Mahathir Mohamad, o primeiro-ministro da Malásia, expressou sua preocupação depois que a Joint Investigation Team (JIT) revelou os últimos resultados da investigação. O grupo foi rápido em implicar Moscou - e é por isso que, de acordo com o primeiro-ministro, a Malásia não está convencida da integridade das provas.

Estamos muito descontentes. Desde o início, tornou-se uma questão política sobre como incriminar a Rússia. "Mesmo antes de examinar o caso, eles já alegaram que a derrubada do MH17 foi feito pela Rússia", disse o primeiro-ministro, citado pela mídia local.

Na quarta-feira, o JIT sinalizou quatro indivíduos - três russos e um ucraniano - como principais suspeitos da tragédia.

Os investigadores os acusam de desempenhar um papel significativo ao abater o MH17, ao receber um míssil Buk de superfície-ar, supostamente da Rússia. Tanto Moscou quanto os investigadores internacionais concordam que o Boeing da Malásia, com 298 pessoas a bordo, foi derrubado por um míssil Buk.

Moscou, no entanto, insiste que o Buk pertencia aos militares ucranianos e era um tipo de míssil que não estava mais em serviço nas forças armadas da Rússia.

A Malásia, que mantém um olho na investigação desde a sua criação, quer “a prova da culpa de que foi a Rússia quem fez isso”.

Até agora, “não há provas, apenas boatos”, insistiu Mahathir.

O acidente também foi investigado pelo Dutch Safety Board, que se concentrou na parte técnica da tragédia. Notavelmente, criticou a Ucrânia por não fechar o espaço aéreo durante o conflito armado no leste em 2014, que também contribuiu para o incidente fatal. No entanto, seu relatório final continha muitas "inconsistências" e "alegações infundadas", disse Moscou.

20 Jun 2019 08:30(atualizado20 Jun 2019 08:47) RT

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