Onde estão os militares dos EUA espalhados pelo mundo?



Apesar de fechar recentemente centenas de bases no Iraque e no Afeganistão, os Estados Unidos ainda mantêm no exterior cerca de 800 bases militares em mais de 70 países e territórios - das gigantes “Little Americas” às pequenas instalações de radar. Grã-Bretanha, França e Rússia, por outro lado, têm combinadas cerca de 30 bases estrangeiras.


Pelo meu cálculo, manter bases e tropas no exterior custou em 2014 entre US$ 85 e US$ 100 bilhões; o total com bases e tropas nas zonas de guerra é de US$ 160 a US$ 200 bilhões.

Esses custos aumentaram o debate sobre se os Estados Unidos precisam de tantas bases no exterior: que efeito elas têm em todo o mundo e se estão realmente nos tornando mais seguros?

O primeiro passo é analisar onde estão as bases dos EUA e onde elas são mais prevalentes. Para o meu próximo livro, Base Nation, compilei uma lista quase abrangente de bases americanas no exterior, incluindo pequenos locais de segurança cooperativa ("vitórias-régias") e locais suspeitos, mas não confirmados ("vitórias-régias não confirmadas").

Mapeados em conjunto, esses dados, provenientes do Relatório Anual da Estrutura Base do Pentágono e de fontes adicionais governamentais, de notícias ou acadêmicas, ajudam a mostrar o quão longe o alcance da América está.

Bases estadunidenses espalhadas pelo planeta
Bases estadunidenses espalhadas pelo planeta



Itália

Centenas de bases na Europa foram fechadas desde a década de 1990, mas a presença de bases e tropas(11.500) na Itália tem sido relativamente constante. Recentemente, os militares construíram novas bases e expandiram as operações focadas na África e na Sicília.

Japão

Durante a Guerra Fria, as forças dos EUA ocuparam centenas de bases no Japão e no Pacífico para cercar a China e a União Soviética. Desde 1995, os protestos contra a base aumentaram em Okinawa, onde ainda existem mais de 30 bases.

Honduras

Uma base "temporária" existe desde 1982, permitindo as autoridades alegarem que não há base americana em Honduras, contornando a proibição da constituição hondurenha contra a presença permanente de tropas estrangeiras. Alguns suspeitam do envolvimento da base em um golpe militar em 2009.

Burkina Faso

Um “local de segurança cooperativo” em Ouagadougou reflete uma nova geração de pequenas bases clandestinas de “vitórias-régias” que aparecem em países com pouca presença militar dos EUA. Pelo menos 11 dessas bases na África abrigam forças de operações especiais, drones e voos de vigilância.

Iraque

Havia 505 bases no auge da ocupação americana, mas o parlamento iraquiano rejeitou o desejo do Pentágono de manter 58 bases "duradouras" após a retirada em 2011. As forças americanas ocupam pelo menos cinco bases desde 2014 e estão considerando mais instalações.

Tailândia

O Pentágono aluga espaço na Base Aérea Naval de U-Tapao de um empreiteiro, permitindo que autoridades americanas e tailandesas insistam em que não há “base” dos EUA nem acordo de base intergovernamental. A base era um importante centro logístico para as guerras do Iraque e Afeganistão.

Filipinas

As Filipinas expulsaram as forças americanas de enormes bases nos anos 90. Desde 2002, pelo menos 600 soldados dos EUA foram enviados para ajudar as forças filipinas a combater os insurgentes de cerca de sete vitórias-régias; 6.000 soldados dos EUA operaram temporariamente sob o disfarce de exercícios militares.

Traduzido por Pacto de Varsóvia.

julho/agosto de 2015 Politico Magazine

Postar um comentário

0 Comentários