Estados Unidos acusam Pequim de 'intimidação' no mar do Sul da China

Soldados do Exército de Libertação do Povo da China nas ilhas Nansha (Spratly), no mar do Sul da China (imagem de arquivo)

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Robert O'Brien, condenou Pequim por impedir que outras nações tenham acesso a recursos no mar do Sul da China.

Durante uma cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), em Bangkok (Tailândia), O'Brien disse aos líderes mundiais reunidos que a China era culpada de tácticas ameaçadoras na região.

"Pequim tem usado intimidação para tentar impedir que as nações da ASEAN explorem os recursos off-shore, bloqueando o acesso a US$ 2,5 trilhões (R$ 9,9 trilhões) só em reservas de petróleo e gás", afirmou O'Brien quando discursava como representante dos EUA.

Na cúpula, ele também leu uma mensagem do presidente dos EUA, Donald Trump, convidando os líderes da ASEAN a participar de uma reunião nos EUA no próximo ano.


Expansão marítima chinesa

O novo assessor para assuntos de Segurança Nacional está focado no crescente poder econômico e militar da China, caracterizando a expansão marítima de Pequim como uma "tempestade vermelha em ascensão" e afirmando que essa ameaça deve ser combatida com o crescimento da Marinha dos EUA.

Ilha artificial construída Mar do Sul da China pelo Governo chinês
Ilha artificial construída Mar do Sul da China pelo Governo chinês

Washington desafiou a reivindicação de Pequim sobre o mar do Sul da China invocando o princípio da "liberdade de navegação" para realizar patrulhas navais regulares e acessar as vias navegáveis. Tais ações têm sido repetidamente condenadas pela China como provocatórias.

12:02 04.11.2019 (atualizado 12:04 04.11.2019) Sputnik

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