Exército dos EUA quer nova munição para fazer frente a Rússia e China

A nova bala de 6,8 milímetros equipará uma nova geração de carabinas do exército e metralhadoras.

A nova bala de 6,8 milímetros equipará uma nova geração de carabinas e metralhadoras do exército.

O Exército dos EUA está finalmente pronto para lançar uma nova bala projetada para penetrar no colete balístico a distâncias maiores. A nova munição é parte de uma mudança geral rumo à guerra contra grandes forças, onde o combate a adversários como os exércitos chinês ou russo pode levar os soldados a lutarem com os inimigos que usando os mais novos coletes balísticos. A nova munição de 6,8 milímetros equipará as novas Next Generation Squad Weapons (Armas de Pelotão da Próxima Geração), os próximos substitutos para a carabina M4A1 e a metralhadora M249.

Em 1965, o Exército dos EUA começou a comprar rifles M16. O M16 era mais leve que os rifles existentes e usava uma bala mais leve, de 5,56 milímetros (0,222 pol.). Embora a nova bala fosse menor, apresentava recuo menor, tornando-a mais controlável durante o disparo automático total. Também era mais leve, permitindo que os soldados carregassem mais balas por quilo do que a mais antiga munição de 7,62 milímetros.


O Exército dos EUA acredita que o calibre de 5,56 milímetros está lentamente se tornando obsoleto. A M855A1 Enhanced Performance Round de hoje, ou "munição de ponta verde", foi projetada para penetrar no colete enquanto ainda causa ferimentos incapacitantes. O desempenho é misto, com relatos de que a nova munição M855A1 exige maiores distâncias de deslocamento para penetrar e atingir o corpo humano. O Exército acredita que o calibre 5.56 está muito defasado e precisa de uma nova munição para superar os futuros coletes.

Segundo o Military.com, o Exército está adotando um novo calibre um pouco maior: 6,8 milímetros (0,267 polegada). Um novo cartucho de diâmetro maior poderia conter mais pólvora na cápsula, criando pressões na câmara em libras por polegada quadrada maiores para aumentar o percurso da bala. Por sua vez, isso significa uma bala de velocidade maior e uma capacidade maior para penetrar aço, cerâmica e outras blindagens.

Cartucho composto de 6,8 mm da True Velocity
Cartucho composto de 6,8 mm da True Velocity

A bala de 6,8 milímetros é muito parecida com a M855A1, consistindo de um “composto de um penetrador de aço exposto que fica no topo da bala e está parcialmente envolto em uma jaqueta de cobre”. A bala foi projetada para velocidade de penetração em coletes balísticos, significando recursos como um ponto oco para expansão na passagem do ferimento; pontas explosivas ou qualquer artifício exótico está fora de questão.


Exatamente como essa bala será integrada às armas difere entre três empresas - General Dynamics/True Velocity, Textron e Sig Sauer, que competem pelo contrato Next Generation Squad Weapons. O Exército está exigindo que cada nova munição de 6,8 pese 30% menos que uma munição de latão tradicional. O sistema General Dynamics/True Velocity substitui o invólucro de latão por um composto mais leve. A Textron usa a chamada munição telescópica revestida, na qual a bala é encerrada em uma caixa de plástico leve. Sig Sauer vai com um invólucro híbrido de latão e aço.

O Exército dos EUA planeja equipar sua primeira unidade de combate com a nova bala em 2023.

Traduzido por Pacto de Varsóvia.

29 de outubro de 2019 Popular Mechanics

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