O maior inimigo do F-35 são os ambientalistas

F-35 da Força Aérea da Noruega

O caça estadunidense de quinta geração pode ganhar mais um inimigo, além dos problemas técnicos: as críticas dos ambientalistas.

A Noruega é um dos países que mais se esforçam na questão da preservação do meio ambiente, entretanto, o país é um dos que pretendem contar com os novos caças F-35 dos EUA.

    E é nesse ponto que surge o principal problema, já que os F-35 emitem altos níveis de gás estufa, segundo o jornal Dagsavisen, que ressalta que os caças norte-americanos queimam aproximadamente 5.600 litros de combustível por hora de voo, enquanto os F-16 queimam apenas 3.500 litros.

Este aumento de queima de combustível faz com que a aeronave emita um nível elevado de CO2, que, por sua vez, contribui para a mudança climática e o aquecimento global, apontam os ambientalistas.

Dessa forma, o Ministério da Defesa precisará encontrar alguma forma de diminuir o consumo de combustível durante as operações militares, o que provavelmente, reduzirá o tempo destas voo das aeronaves.


Sendo assim, os pilotos deverão realizar aproximadamente 40% do treinamento em simuladores de voo, ação que reduzirá o gasto de combustível.

    "A Noruega emite 0,14% do CO2 global. Por sua vez, as emissões geradas pelas forças armadas constituem apenas 0,45% do total nacional. Ou seja, o aumento das emissões no segmento militar é de 0,00022% na escala global", afirmou o ex-ministro da Justiça norueguês, que acredita que o aumento de CO2 não teria qualquer efeito no cenário global.

Esta não é a primeira vez que a população se manifesta contra os caças F-35. Em outra ocasião, o governo da Dinamarca teve de lidar com o alto nível de ruído emitido pelo caça norte-americano, que estaria afetando aproximadamente 618 casas em torno da base aérea de Skrydstrup.

11:45 02.11.2019 (atualizado 12:21 02.11.2019) Sputnik

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