Poderosas e esmagadoras: como funcionam as armas mais simples e letais da Rússia?

Morteiro 2S4 Tyulpan (imagem de arquivo)

No dia 19 de novembro na Rússia se comemora o Dia das Tropas de Mísseis e Artilharia – o principal instrumento do Exército russo, capaz de quebrar a defesa inimiga abrindo caminho para a infantaria.

Morteiros são armas ligeiras destinadas a fazer fogo contra alvos protegidos. Tipicamente, este tipo de artilharia, em vez de dispositivos de recuo e chassi, tem uma placa-base através da qual o impulso de recuo é transmitido ao solo.

Protótipos dos futuros morteiros foram adotados no Exército russo ainda no final do século XIX.


Pequena artilharia

Os morteiros provaram o seu valor na guerra de trincheiras durante a Primeira Guerra Mundial. A trajetória curva de voo permitia colocar o projétil em locais que a artilharia não conseguia atingir. A enorme cadência de tiro, comparada com a das peças de campanha, proporcionava um poderoso desempenho de disparo e o pequeno calibre – sua alta mobilidade, a capacidade de mudar rapidamente de posição e de fazer fogo a partir de posições protegidas. Finalmente, os morteiros se caracterizavam por uma concentração de tiro particularmente elevada.

Na Grande Guerra Patriótica e durante a guerra com o Japão militarista, os morteiros também foram usados em grande quantidade e muitas vezes tiveram um papel decisivo nas batalhas. De julho de 1941 a abril de 1945, a indústria de defesa soviética produziu cerca de 151 mil morteiros de vários calibres.

De acordo com os dados históricos, as perdas mais pesadas da Wehrmacht (forças armadas alemãs) na frente oriental foram causadas pelo fogo dos morteiros soviéticos.

Morteiro 2S4 Tyulpan no fórum internacional técnico-militar EXÉRCITO 2017, na Rússia
Morteiro 2S4 Tyulpan no fórum internacional técnico-militar EXÉRCITO 2017, na Rússia

A arma mais simples do Exército Vermelho no estágio inicial da guerra era um morteiro de 37 milímetros – híbrido de uma pequena pá com um morteiro de pequeno calibre. A arma pesava cerca de um quilo e meio e era facilmente transportada às costas com correias. Até 21 de junho de 1941, foram produzidos 15,5 mil desses morteiros.


Morteiros de vários calibres

A gama de morteiros do pós-guerra e modernos é excepcionalmente ampla. Já na primeira década após a vitória na Segunda Mundial, o Exército Vermelho recebeu morteiros pesados melhorados de 107 mm (M-107) e 160 mm, bem como uma nova peça fixa de 82 mm e a peça de campanha M-240 de 240 mm.

Em 1957, foi desenvolvido o morteiro autopropulsado 2B1 Oka de 420 mm, o mais potente do mundo, para disparar munições nucleares táticas.

Seu herdeiro nesse conceito foi o morteiro 2S4 Tyulpan, que foi adotado em 1972 e ainda detém o recorde em calibre entre tais armas. Seu alcance de tiro é de até nove quilômetros.

Em 1954, o morteiro rebocado 2B9 passou com sucesso nos testes estatais e foi recomendado para adoção. No entanto, sua versão atualizada só entrou em serviço em 1971. O 2B9M ainda está em serviço do Exército russo em sua versão modernizada.

Simplicidade, fiabilidade e versatilidade são os três pilares em que se baseia o 2B9M Vasilek. Os três modos de disparo são: automático, semiautomático e manual.

Morteiro autopropulsado 2S4 Tyulpan
Morteiro autopropulsado 2S4 Tyulpan

Mas o principal sistema de artilharia é o conjunto de morteiro rebocado Sani, de calibre 120 mm, desenvolvido em 1979. O sistema inclui, de fato, a própria peça de 120 milímetros, um chassi com rodas e um veículo de transporte. A versão autopropulsada desse morteiro é denominada Tundzha.

08:43 19.11.2019 Sputnik

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