Erdogan ameaça reconhecer genocídio de povos nativos norte-americanos

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, discursa na 74 Assembleia Geral da ONU, em 24 de setembro de 2019

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, ameaçou classificar o extermínio em massa dos povos indígenas norte-americanos durante o período colonial como genocídio. 

A medida seria uma retaliação ao fato do Senado dos Estados Unidos ter reconhecido por unanimidade, na quinta-feira (12) passada, o assassinato de 1,5 milhão de armênios pelo Império Otomano, em 1915, durante a Primeira Guerra Mundial, como genocídio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ainda precisa sancionar a lei. A decisão foi bastante criticada pelo governo turco. Na sexta-feira (13), a Turquia convocou o embaixador americano em Ancara.


'Momento vergonhoso da história dos EUA'

"Devemos nos opor a vocês reciprocamente no parlamento em relação a tais decisões. E isso será o que vamos fazer. Podemos falar da América sem mencionar os indígenas? É um momento vergonhoso da história dos Estados Unidos", criticou Erdogan, segundo citado pela emissora A Haber News. 

O Congresso dos EUA reconhece 567 povos indígenas em 33 estados, entre eles 229 no Alasca. Os EUA negam que os nativos tenham sofrido genocídio, mesmo com casos controversos como o Massacre de Sand Creek e a Grande Caminhada Navajo.

Segundo o governo turco, o número de mortes de armênios é bem menor do que o reconhecido por parte da comunidade internacional. Além disso, afirma que turcos também foram vítimas e que os assassinatos ocorreram em função da Primeira Guerra Mundial.

18:20 15.12.2019 (atualizado 21:09 15.12.2019) Sputnik

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