EUA querem classificar Rússia como 'Estado promotor do terrorismo'

O prédio do Capitólio visto no por do sol, no Distrito Federal de Washington, nos EUA, em 22 de novembro de 2019

A Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA abre caminho para a classificação da Rússia como "Estado promotor do terrorismo", designação aplicada a países como a Coreia do Norte, Sudão e Irã. Caso seja aprovada, a medida pode levar a sanções mais duras contra Moscou.

A Comissão de Relações Exteriores aprovou uma medida que solicita a avaliação do Departamento de Estado sobre a classificação da Rússia como "Estado promotor do terrorismo", abrindo caminho para a imposição de sanções mais severas.

Proposta pelo senador Cory Gardner, a medida pede ao Departamento de Estado dos EUA (órgão equivalente ao Itamaraty brasileiro) que indique ao Congresso se a Rússia pode ser classificada como país "promotor do terrorismo".

O projeto de lei solicita ainda posicionamento acerca da classificação das milícias das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk, na Ucrânia, como "organizações terroristas internacionais”.

Senador dos EUA, Cory Gardner (à esquerda) conversa com Senador Ron Johnson durante reunião da Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre o Futuro da política dos EUA para a Rússia, em dezembro de 2019
Senador dos EUA, Cory Gardner (à esquerda) conversa com Senador Ron Johnson durante reunião da Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre o Futuro da política dos EUA para a Rússia, em dezembro de 2019

O Departamento de Estado tem até 90 dias para responder às solicitações do projeto de lei, que deve ir a voto na Câmara dos Deputados e no Senado dos EUA.

A medida foi chamada de "Deter Atividades Malignas do Terrorismo Russo" ("Stopping Malign Activities from Russian Terrorism") para poder levar o acrônimo palatável para a mídia "SMART", ("esperto" em inglês).


Lista 'negra' dos EUA

A classificação de "Estados promotores do terrorismo", aplicada a um número limitado de países, pode abrir portas para sanções econômicas abrangentes. Irã, Coreia do Norte, Sudão e Síria fazem parte da lista, que já incluiu Cuba, Iraque e Líbia.

A medida foi tomada um dia após a visita do ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, à Casa Branca, durante a qual se reuniu com o secretário de Estado, Mike Pompeo, e com o presidente dos EUA, Donald Trump.

O Congresso norte-americano aprovou recentemente medidas para exigir mudanças na política externa da administração Trump. Mais cedo, o mesmo Comitê havia anunciado a aprovação de um projeto de lei para impor sanções contra a Turquia, pela compra de sistema de defesa antiaéreo russo S-400 e condução da operação militar na Síria.

08:02 12.12.2019 Sputnik

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