As armas russas usadas pelo exército iraniano



Desde a queda da União Soviética, o Irã compra armamentos do antigo país que ainda estão em uso no país persa. No caso de um conflito potencial com os Estados Unidos, porém, sua eficiência é questionada.

Além dos caças, tanques e sistemas de artilharia europeus, as Forças Armadas do Irã continuam a usar diversos equipamentos militares soviéticos e russos, inclusive os sistemas de defesa antiaérea, tanques T-72 e mísseis.

No entanto, segundo os especialistas militares, quase todas as armas do Irã são obsoletas e praticamente não garantem a proteção do país contra um exército com novos mísseis, caças de quinta geração e bombardeiros.


Tanques T-72

Soldado iraniano sentado em cima de um tanque T-72 passa em frente ao retrato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, durante uma parada em Teerã em 2015.
Soldado iraniano sentado em cima de um tanque T-72 passa em frente ao retrato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, durante uma parada em Teerã em 2015.

O tanque T-72 foi criado no final da década de 1960 na União Soviética e continua a ser o segundo  veículo blindado de combate mais produzido do mundo, atrás apenas do seu antecessor, o T-34. No século 20, Moscou vendeu quase 500 tanques T-72 a Teerã.

No exército russo, esses veículos passaram por uma série de modernizações para serem adequados às exigências contemporâneas de combate, recebendo nova blindagem e outros armamentos.

No entanto, no Irã, nenhum dos tanques russos foi modernizado, devido, principalmente, às sanções da ONU sobre a venda de armas à Teerã, introduzida no final dos anos 2000.

Segundo especialistas militares, todos os tanques T-72 iranianos são velhos e obsoletos, representando uma ameaça potencial somente por conta de suas grandes armas de calibre de 125 mm.

Os T-72 iranianos também estão armados com um metralhadora PKT de calibre 7,62 mm para eliminar a infantaria e um metralhadora DShK de calibre de 12,7 mm, usada contra veículos blindados leves.

Esses tanques antigos vulneráveis a projéteis de perfuração de blindagem modernos e carecem de poder de fogo e munições necessárias para penetrar a blindagem de tanques da última geração


Sistema de defesa aérea S-200

Um míssil de longo alcance S-200 é disparado no porto da cidade de Bushehr, na parte norte do Golfo Pérsico, em 2006.
Um míssil de longo alcance S-200 é disparado no porto da cidade de Bushehr, na parte norte do Golfo Pérsico, em 2006.

O sistema de mísseis terra-ar S-200 foi criado em meados dos anos 1960 na União Soviética para defender os mais importantes complexos administrativos, industriais e militares de todos os tipos de ataques aéreos.

O S-200 pode abater caças, bombardeiros, helicópteros e outros veículos aéreos tripulados e não tripulados. O alcance dos mísseis do sistema, que são armados com ogivas de 217 quilos com fragmentos altamente explosivos, é de 150 quilômetros, mas seu sistema de orientação semiativo via rádio já não é eficiente.

O sistema não pode localizar e abater mísseis de cruzeiro guiados de última geração e caças e bombardeiros com tecnologias furtivas modernas.


Sistema de mísseis Tor-M1



Esse sistema de defesa antiaérea de curto alcance foi criado para eliminar alvos que conseguiam ultrapassar o escudo do S-200 e tem um alcance operacional limitado de apenas 15 quilômetros.

O Tor-M1 é capaz de abater alvos que voam a uma velocidade de até 700 metros por segundo.

As tecnologias usadas no Tor-M1 permitem abater cerca de 97% de alvos aéreos.

10 DE JANEIRO DE 2020 Russia Beyond

Postar um comentário

0 Comentários