O 'Ovo da Morte': a arma mais futurista da Primeira Guerra

26 DE FEVEREIRO DE 2020 Russia Beyond

O 'Ovo da Morte': a arma mais futurista da Primeira Guerra

A nova arma foi projetada para demolir fortalezas inteiras e virar a maré da Primeira Guerra Mundial.

No meio da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), os engenheiros russos começaram a trabalhar em um novo "tanque" de forma oval, medindo 960 por 605 metros, capaz de esmagar todos os inimigos em seu caminho.


Nada tranquilo no fronte oriental

O Projeto Oboy era um grande barril blindado rotativo com um motor interno, tal como um rolo compressor
O Projeto Oboy era um grande barril blindado rotativo com um motor interno, tal como um rolo compressor

Em março de 1915, a situação na Frente Oriental da Primeira Guerra Mundial estava precária para o Império Russo. Uma ofensiva alemã cercou o exército russo na Galícia (hoje no oeste da Ucrânia) e na Polônia.

Foi a partir daí que uma carta foi enviada à capital russa endereçada "Pessoalmente para o Imperador", na qual foram apresentados detalhes de um novo projeto de armas.

A carta foi intitulada "Projeto de uma máquina para esmagar fortalezas inimigas, ou Epycloid Oboy".


Oboy

Foi proposta a construção de uma gigantesca "cidade" de metal em forma oval que rolaria e pulverizaria o inimigo.
Foi proposta a construção de uma gigantesca "cidade" de metal em forma oval que rolaria e pulverizaria o inimigo.

O Projeto Oboy (batida) era um plano ambicioso para construir uma máquina de 960x605 metros capaz de liquidar o inimigo no campo de batalha.

“Com um grande barril blindado rotativo com um motor interno, tal como um rolo compressor, poderemos rolar sobre o inimigo. Essa é a essência do meu projeto”, escreveu o projetista Ivan Semchikhin ao czar Nicolau II.


Semchikhin propôs a construção de uma gigantesca "cidade" de metal em forma oval que rolaria e pulverizaria o inimigo. O ovo futurista seria tão grande que no interior haveria artilharia pesada, oficinas, áreas para dormir, um sistema de esgoto e ventilação e até redes telefônicas.

Segundo o projetista, o epiciclóide não teria rodas, no sentido clássico da palavra. Em vez disso, seria acionado por um sistema de máquinas a vapor, pêndulos e dínamos de potência sem precedentes, permitindo que ele se movesse através de campos e florestas a uma velocidade de até 321 km/h, varrendo tudo em seu caminho.

“Esta fortaleza rolante com centenas de metros de altura se moverá através de vales e sobre terreno elevado. Será capaz de rolar por colinas, florestas, rios, pântanos, cidades e aldeias ... O Projeto Oboy será imune a canhões, tiros, minas, trincheiras, valas antitanques, cercas de arame farpado, bombas e materiais incendiários. Esmagará todo tipo de equipamento militar atual”, escreveu Semchikhin ao czar.

No entanto, em 1915 o exército russo não tinha munição suficiente nem para as suas armas, então a construção de uma bola gigante mortal foi chutada para o mato.

Até hoje, o Oboy continua sendo um dos projetos militares mais futuristas e impressionantes já concebidos.

Traduzido por Pacto de Varsóvia.


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